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title: "Onicomicose (micose de unha): sintomas e tratamento | Podocure"
description: "Onicomicose deixa a unha amarelada, grossa e quebradiça. Entenda sinais, diagnóstico e o papel da podologia no tratamento em Campo Grande, MS."
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lastmod: "2026-08-01"
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# Onicomicose: como identificar e tratar a micose de unha

A onicomicose é a infecção de unha mais comum e também a mais confundida com outros problemas. Entender o que ela é — e o que ela não é — muda completamente o resultado do tratamento.

Por **Talita Gavlinski Pizio**, podóloga Campo Grande, MS

![Podóloga examinando com dermatoscópio uma unha do dedão com onicomicose, espessada e amarelada](https://www.talitapiziopodocure.com.br/assets/hero-onicomicose-Cx39Wtgh.jpg)

## O que é onicomicose

Onicomicose é uma **infecção fúngica da unha**, causada principalmente por fungos dermatófitos, leveduras e alguns fungos não dermatófitos. Ela não fica restrita à superfície: o fungo se instala na lâmina ungueal e pode alcançar o leito da unha, o que explica por que esmaltes comuns e receitas caseiras não resolvem o quadro.

## Sinais que costumam aparecer

- **Mudança de cor** — amarelada, esbranquiçada, acastanhada ou com manchas.
- **Espessamento** da unha, que fica difícil de cortar.
- **Fragilidade**: unha quebradiça, esfarelando nas bordas.
- **Onicólise** — a unha começa a descolar do leito.
- **Deformidade** progressiva do formato da unha.
- Em alguns casos, odor e desconforto ao usar calçado fechado.

### Nem toda unha alterada é micose

Psoríase ungueal, trauma repetido pelo calçado, líquen plano e alterações causadas por medicamentos produzem unhas parecidas com onicomicose. É por isso que o passo mais importante não é começar um tratamento — é **confirmar o diagnóstico**.

## Por que confirmar antes de tratar

A literatura médica recomenda **confirmação da etiologia fúngica antes de iniciar o tratamento**. Isso é feito por exame microscópico direto e, quando o resultado não é conclusivo, por cultura do material raspado ou teste de PCR.[1](#fontes)

Tratar sem confirmar tem dois custos: meses de medicação para um problema que talvez não seja fúngico, e o atraso no diagnóstico do que realmente está acontecendo com a unha.

## Como a podologia atua no tratamento

O trabalho podológico é **complementar ao tratamento medicamentoso**, e faz diferença concreta no resultado:

1. **Avaliação da unha e do contexto** Formato, extensão do comprometimento, presença de outras alterações e fatores que favorecem a recontaminação (calçado, hábitos, umidade).
2. **Rebaixamento e desbastamento da lâmina** Reduzir a espessura da unha comprometida diminui a carga de material infectado e **melhora a penetração da medicação tópica**, que de outra forma não atravessa uma unha muito espessa.
3. **Limpeza e higienização** Remoção de detritos subungueais com material esterilizado e descartável.
4. **Reeducação ungueal** Acompanhamento do crescimento da unha nova, corrigindo o que voltar torto.
5. **Orientação e prevenção** Cuidados com calçado, secagem, meias e ambientes úmidos para evitar recidiva.

### Sobre medicamentos: o limite da podologia

Antifúngicos orais como **terbinafina, itraconazol e fluconazol** são eficazes, mas exigem **prescrição médica** — têm interações e demandam avaliação clínica.[1](#fontes) A podóloga não prescreve medicamentos. Quando o caso indica tratamento sistêmico, o encaminhamento médico faz parte do atendimento.

## Onicomicose em diabéticos, idosos e imunossuprimidos

Nesses grupos a onicomicose é **mais frequente, mais persistente e mais arriscada**. Pessoas com diabetes apresentam alterações microvasculares e neuropáticas que comprometem a integridade da pele e das unhas, somadas a uma resposta imune reduzida — o que favorece a instalação e a cronicidade da infecção. Em pacientes com imunidade comprometida, quadros negligenciados podem evoluir para celulite e infecções mais graves.[2](#fontes)

É justamente por isso que esse é um dos focos do atendimento da Talita. Veja a página sobre [cuidados podológicos em pacientes imunossuprimidos e diabéticos](https://www.talitapiziopodocure.com.br/tratamentos/pacientes-imunossuprimidos/).

## Como prevenir

- Secar bem os pés, principalmente entre os dedos, depois do banho.
- Evitar andar descalço em vestiários, piscinas e banheiros públicos.
- Alternar os calçados e deixá-los ventilar entre os usos.
- Não compartilhar alicates, lixas e toalhas.
- Escolher profissional que use material esterilizado ou descartável.
- Tratar rachaduras e frieiras, que servem de porta de entrada.

## Perguntas frequentes

### Onicomicose tem cura?

Sim, mas exige paciência. A unha do pé cresce devagar — de 6 a 12 meses para renovar completamente. O tratamento é considerado bem-sucedido quando a unha nova cresce saudável, e não quando a unha comprometida muda de aparência. Abandonar o tratamento no meio é a principal causa de recaída.

### Esmalte comum ou de farmácia resolve?

Esmalte comum não trata: ele cobre. Além de mascarar a evolução do quadro, retém umidade. Já os esmaltes antifúngicos têm efeito limitado quando a unha está muito espessa, porque o produto não atravessa a lâmina — é aí que o rebaixamento feito na podologia melhora bastante a absorção.

### O tratamento dói?

O procedimento podológico de rebaixamento e limpeza não é doloroso. Muitos pacientes relatam alívio, porque a pressão da unha espessa dentro do calçado diminui.

### Posso pegar micose de unha em salão?

Pode, se o material não for esterilizado ou descartável. Alicates e lixas compartilhados são via de transmissão conhecida. Vale perguntar como é feita a esterilização antes do atendimento.

### Quantas sessões são necessárias?

Depende da extensão do comprometimento e de haver ou não tratamento medicamentoso associado. Em geral o acompanhamento é mensal, seguindo o crescimento da unha, até a lâmina saudável substituir a comprometida.

### Sou diabético. Posso tratar onicomicose na podologia?

Sim, e é altamente recomendável ter acompanhamento podológico. Mas com um cuidado: se a diabetes estiver descompensada, o procedimento não é realizado sem liberação médica. A avaliação inicial considera sensibilidade e circulação antes de qualquer intervenção.

## Fontes

1. [Onicomicose — Manuais MSD, edição para profissionais](https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-dermatol%C3%B3gicos/doen%C3%A7as-das-unhas/onicomicose)
2. [Onicomicose em diabéticos, idosos e imunossuprimidos — Journal Archives of Health](https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/2736)

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação profissional individualizada.

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